Quarta-feira, Junho 30, 2004
opa!
O LENÇOL BRANCO e FEITO NÃO PARA DOER em...
posted by MARCO DUTRA 03:29
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Terça-feira, Junho 29, 2004
Burro adormecido
Eis um burro que dorme
Crianças, vejam como ele dorme
Não o acordem
Não lhe preguem peças
Ele é tão infeliz quando não está dormindo.
Não é todo dia que come.
Esquecem de lhe dar de beber.
E como batem no bicho.
Olhem bem
É mais belo que essas estátuas que lhes dizem para admirar e que os deixam entediados.
Está vivo, respira, confortavelmente instalado em seu sonho.
Os mais velhos dizem que a galinha sonha com o grão e o burro com a aveia.
Os mais velhos dizem isso para ter o que dizer, seria melhor que se ocupassem com seus próprios sonhos seus pequenos pesadelos pessoais.
Sobre a grama, ao lado de sua cabeça, há duas penas. Se ele as viu antes de adormecer talvez sonhe que é um pássaro e que voa.
Ou talvez sonhe com outra coisa qualquer.
Por exemplo: que está na escola das crianças, escondido no armário de cartolinas.
Há um menino que não sabe resolver um problema.
Então o professor lhe diz:
Você é um burro, Nicolau!
Que vergonha para o Nicolau.
Vai começar a chorar.
Mas o burro sai do esconderijo
Sem que o professor o veja.
E resolve o problema do menino.
O menino entrega o problema ao professor, e o professor diz:
Muito bem, Nicolau!
Então o burro e Nicolau riem baixinho às gargalhadas, mas o professor não os ouve.
E se o burro não sonha esse sonho
É porque sonha outras coisas.
Tudo o que sabemos é que sonha.
Todo mundo sonha.
[jacques prévert, traduzido por carlito azevedo]
posted by MARCO DUTRA 04:48
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Sexta-feira, Junho 25, 2004
quebro meu silêncio apenas pra postar a letra de uma das melhores músicas do mundo.
fiona apple - extraordinary machine (2004)
I certainly haven't been shopping for any new shoes
and I certainly haven't been spreading myself around
I still only travel by foot and by foot it's a slow climb
but I'm good at being uncomfortable so I can't stop changing all the time
I noticed that my opponent is always on the go
and won't go slow so as not to focus and I notice
he'll hitch a ride with any guide as long as they go fast from whence he came
but he's no good at being uncomfortable so he can't stop staying exactly the same
If there was a better way to go then it would find me
I can't help it the road just rolls out behind me
Be kind to me or treat me mean
I make the most of it I'm an extraordinary machine
I seem to you to seek a new disaster every day
You deem me doomed to clean my view and be at peace and lay
I mean to prove I mean to move in my own way
and say I've been getting along for long before you came into the play
I am the baby of the family
it happens so everybody cares
and wear the sheeps clothes while they chaperone
curious you're looking down your nose at me while you appease
curteous to try and help but let me set your mind at ease
If there was a better way to go then it would find me
I can't help it the road just rolls out behind me
Be kind to me or treat me mean
I make the most of it I'm an extraordinary machine
Do I so worry you?
Do I need to hurry to say it's very kind
but it's to no avail
I don't want the veil of flowers to
no everything will be just fine
If there was a better way to go then it would find me
I can't help it the road just rolls out behind me
Be kind to me or treat me mean
I make the most of it I'm an extraordinary machine
posted by MARCO DUTRA 19:42
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Segunda-feira, Junho 21, 2004
sim, hoje a nati vai embora de novo.
posted by MARCO DUTRA 05:35
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os dias agora estão precisando durar mais algumas horas.
as horas, as horas, as ondas, as ondas.
eu saí do aniversário do gustavo bem feliz. fui até a praia e depois até o mar. o momento todo deve ter durado uns cinco, sei lá, dez minutos. é incrível como faz sentido essa coisa do infinito do mar, essa coisa cíclica das ondas. olhar pra essas coisas é sempre melhor que falar sobre elas, são coisas tão simples. mais de sete da manhã. um monte de gente correndo na avenida atlântica, um sol forte.
posted by MARCO DUTRA 05:33
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blog da lu:
www.blogobserv.blogspot.com
vamos fazer volume?
posted by MARCO DUTRA 05:21
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Sábado, Junho 19, 2004
(...)
- como pode, ele que não tem preocupação nenhuma, ele que é criança?
a criança triste é uma espécie de desertor; abandonou seu lugar na peça da vida dos adultos, tirou sua fantasia de palhaço.
(...)
[do artigo "o direito à tristeza", contardo calligaris]
posted by MARCO DUTRA 16:17
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"and a day", Laura Riding
The course of a day is never steady.
The hours experiment with pain and pleasure.
By bedtime all you know is giddiness.
But how long is a day?
Some say as long as love.
But love leaves off early,
Before to-morrow and death set in.
How long has day on day been?
Some say for ever.
But starting from when?
From no sooner than first when
Eyes opened far and saw not all _
From no later than last when
Was time for no more than a day,
A day of guessing:
How long is it permitted
So little done so much to call?
posted by MARCO DUTRA 16:11
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a magia da arte alheia:
"Despojamento", Ivo Barroso
Eliminei o excesso de paisagem
simplifiquei toda a decoração
retirei quadros flores ornamentos
apaguei velas copos guardanapos
e a música
Bani a inutilidade do discurso
Na mesa de madeira
nua
apenas dois pratos
brancos
sem talheres
O banquete será tua presença
posted by MARCO DUTRA 16:03
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posted by MARCO DUTRA 15:57
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Quarta-feira, Junho 16, 2004
="0">
resultado do teste: eu sou o harry potter.
(névoa)
posted by MARCO DUTRA 16:28
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Segunda-feira, Junho 14, 2004
"essa coisa de parada tá muito parada."
m. do rosario c.
posted by MARCO DUTRA 05:16
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Quarta-feira, Junho 09, 2004
posted by MARCO DUTRA 04:05
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Terça-feira, Junho 08, 2004
desisto de tentar botar aqui os cartazes do LENÇOL. sempre dá erro.
posted by MARCO DUTRA 20:06
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posted by MARCO DUTRA 17:05
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Sexta-feira (11/06), Sábado (12/06) e Domingo (13/06)
20h00 Projeto Sal Grosso III e Premiados da Mostra Competitiva de Curtas
o que quer dizer que, durante o fim-de-semana, às oito da noite, vocês podem ver os seguintes filmes na sala da cinemateca brasileira em são paulo:
Projeto Sal Grosso III - Concerto Número Três, de Marco Dutra (16mm)
Uninverso, de Marcos DeBrito - FAAP, Destaque em Pesquisa de Linguagem (35mm)
Nossos Parabéns ao Freitas, de Felipe Sant´Ângelo - USP, Destaque em Expressão Cultural e Destaque em Contribuição Artística (16mm)
O Lençol Branco, de Juliana Rojas e Marco Dutra - USP, Destaque em Expressão Poética (35mm)
Noite de Sol, de Marcela Arantes - FAAP, Destaque em Expressão Poética (16mm)
Uma Estrela Pra Ioiô, de Bruno Safadi - UFF, Destaque em Contribuição Técnica (35mm)
Produto Descartável, de Flávia Rea e Rafael Primo - FAAP, Destaque pela votação do público (16mm)
observação: antes dessa sessão, sempre às 18h00, passam os vídeos premiados no festival. entre eles está A MARGARIDINHA, da UFF, que contou com a atuação do admiradíssimo andré protásio - o "deco", ou "decão". os fãs de são paulo podem querer, então, ver também a sessão das seis. MAS NÃO DEIXEM DE VER A DAS OITO.
endereço:
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - São Paulo
Tel. 11 5084-2177
(é pertinho da casa da lilian. quem for de metrô pode saltar na vila mariana e descer a sena madureira até o largo)
posted by MARCO DUTRA 17:00
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preciso dar notícias de mim, não preciso? enquanto não dou, fiquem com esse fragmento de um texto de marcelo ikeda (publicado em www.curtaocurta.com.br)
"O outro lado da moeda é o tenso "O Lençol Branco". Aqui também se fala de uma perda, e o ambiente familiar retorna: a mãe perde seu filho, quase recém-nascido, asfixiado pelo leite. Mas a grande visão de cinema dos realizadores é o tom ao mesmo tempo mórbido e íntimo que surge "naturalmente" (claro, "naturalmente" com grande trabalho da direção...) do filme, que brota desse dia-a-dia. O estilo dos realizadores é absolutamente descritivo, mas com um olhar assustadoramente atento aos menores detalhes: é a pequena bomba de sucção do seio para que o leite não seque, é um copo d´água, é uma mancha de leite na manga de uma camisa. O filme vai se tornando cada vez mais mórbido, obsessivo, asfixiante: é absolutamente impossível tolerarmos o "lençol branco" na sala, sem que ninguém o retire. Mas, cada vez mais, o filme se torna assustadoramente humano: o drama e o desespero mudo dessa mãe crescem à medida que se descreve o vazio dos momentos após o incidente, e essa proximidade claustrofóbica quase sufoca o espectador. Aqui, o filme se aproxima de "Um Sol Alaranjado", mas os realizadores, no final, mostram que seu trabalho é também da construção de uma atmosfera ambígua, que eles levam até o limite. O final revelador, mais que artifício de roteiro, prossegue nesse limite entre o mórbido e o lírico, retrato monstruoso mas ao mesmo tempo profundo reflexo de ternura e de saudade, de uma tentativa ultra-humana de matar uma saudade, de afastar uma distância, e de concretizar uma memória perdida."
e do mesmo texto:
"Já "Feito não para doer" (o título é bem diferente de Feito para não doer) fala da perda de um ente da família, mas as informações que recebemos do filme nesse sentido são mínimas. É um filme sobre a dor da perda e do papel da memória. A partir de algumas fotos e de um reencontro, a personagem sente, e o filme acompanha sua revisitação de forma íntima. O fiapo narrativo que conduz o filme praticamente se rompe: o sentimento da perda floresce, e o realizador mergulha na repercussão da morte e no papel do reencontro. Ainda assim, o objetivo é um amaciamento, é um "a vida é feita dessas coisas", e, ao final, há um final conciliador: um abraço. Mas não deixa de ser comovente e sensível: todo o trajeto do filme é em busca de um conforto, de um abraço de conforto, e se o realizador se sente satisfeito com isso, não é pouco: coroa a busca de um cinema de climas e sensações."
posted by MARCO DUTRA 15:45
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Terça-feira, Junho 01, 2004
posted by MARCO DUTRA 16:24
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(aqui havia duas tentativas fracassadas de postar os cartazes do LENÇOL BRANCO)
posted by MARCO DUTRA 16:21
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posted by MARCO DUTRA 14:34
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