eu sou uma barata
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tentativa de diário
Sábado, Maio 31, 2003
estou no rio participando do oitavo festival de cinema universitário, como tinha dito, e estou acompanhado de maggie rojas. as sessões estão sendo disputadas a tapa e grandes tumultos estão acontecendo na escadaria do grand-theatre uff. o curta-metragem ESPERA foi aplaudido por cerca de quatro minutos, tempo maior do que a duração do próprio filme. devo dizer que a seleção do festival é, de fato, a mais fraca dos últimos anos. o curta A MALCRIADA foi, até aqui, o filme mais vaiado da mostra informativa de vídeos. os críticos dos tablóides locais têm dito que a mostra informativa de vídeos é a ralé do festival: além de serem exibidos VÍDEOS - a forma mais baixa de captação de imagem jamais inventada pela humanidade - é uma mostra não-competitiva. eu e maggie enviamos uma carta para os jornais cariocas - e de niterói - e para a organização do festival, destacando a imensa quantidade de obras-primas em exibição paralela. exigimos horários mais acessíveis e um maior número de sessões para esses vídeos tão execrados pelos profissionais e tão amados pelo público em geral. a ovação à ESPERA é um exemplo mais do que suficiente. maggie tirou fotos da sessão e talvez as coloque em seu site pessoal. são muito esperadas hoje as sessões de dois curtas paulistanos polêmicos: NOTÍVAGO e VIVA O AMOR E O SEXO. a crítica da baixada não suporta mais esperar pelo bem-sucedido vídeo de terror do trio dutra/rojas/turini, enquanto o documentário canadense de felipe "o xulo" sant´ângelo tem recebido críticas negativas antes mesmo de sua exibição. na noite de quinta-feira, o vídeo estrelado por samara felippo foi também bastante aplaudido. a popular atriz não justificou sua ausência.
posted by MARCO DUTRA
16:24
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alguém aí vai opinar sobre o maldito roteiro?
posted by MARCO DUTRA
16:10
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A ORIGEM era o título da minha crítica para MATRIX RELOADED (que vi na quinta dia 22). agora o assunto parece velho, sem graça, como se não importasse muito o que as pessoas têm a dizer sobre o filme. de qualquer maneira, aí vai: o início beira o desastre. a dita "realidade" não passa de um universo sub-MAD MAX e sub-WATERWORLD, com humanos vestidos em trapos em uma sociedade futurista ao mesmo tempo arcaica e tecnicamente desenvolvida. o truque é muito antigo: se você quer mostrar alguém pobre no futuro, faça com que sua espaçonave seja suja e só pegue no tranco. funcionou em STAR WARS, aqui é lixo. a cena da rave é um dos momentos mais constrangedores da história do cinema. pois bem. eles entram na matrix logo depois, e o filme fica bom de repente. é com isso que os wachowski sabem lidar: com o mundo falso dos videogames. neo descobriu, antes, que sua vida não passava de um jogo, uma simulação. tendo esse conhecimento, ele pode fazer o que quiser. dentro da matrix, ele descobre aos poucos suas capacidades, como eu mesmo aos poucos descobri as coisas incríveis que o super mario podia fazer - e isso incluía voar e salvar a princesa, e os diretores sabem disso, e a maioria do público também, e o que vemos em RELOADED é a possibilidade infinita da auto-superação dentro de um joguinho. o desafio de neo é bater todos os recordes e salvar a princesa. no meio do caminho ele cruza com o chefão, uma espécie de koopa von bowser chamado "o arquiteto", num lugar chamado "a origem", o centro de tudo. ninguém lembra mais das idiotices de zion. o filme é muito, muito bom.
posted by MARCO DUTRA
16:08
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Segunda-feira, Maio 26, 2003
A ORIGEM.
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02:07
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na quarta-feira tem início o festival de cinema universitário da universidade federal fluminense, em niterói. o festival acontece em niterói mesmo e no rio de janeiro até 08 de junho. ESPERA, um vídeo meu, foi selecionado para a mostra informativa (quinta às 15h no ccbb) e NOTÍVAGO, um outro vídeo meu em parceira com juliana rojas e daniel turini, foi selecionado para a gloriosa mostra competitiva, o que quer dizer que pode ganhar prêmios (passa no sábado às 20h na uff, em niterói, e em outros horários no ccbb e na fnac da barra da tijuca). além disso, um roteiro meu chamado CONCERTO NÚMERO TRÊS foi selecionado para um workshop com outros nove roteiros. destes dez, um será produzido em 16mm (dentro de um projeto chamado SAL GROSSO). gostaria muito que todos lessem e dessem opiniões sobre esse novo roteiro. aqui está ele.
CONCERTO3.rtf
para os que encontrarem tempo para ler: sejam sinceros. parto para o rio na quarta-feira e devo voltar somente no domingo da semana seguinte (devo passar cerca de dez dias por lá, e isso - suponho - será divertido). é possível que maggie rojas me acompanhe na viagem, ela jurou estudar a possibilidade.
posted by MARCO DUTRA
01:53
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Segunda-feira, Maio 19, 2003
uma peça para vocês verem:
RETORNARSE
direção de mauricio veloso
dramaturgia de caetano gotardo
com a cia. auto-retrato
na casa número 1 - rua roberto simonsen, 186, ao lado do páteo do colégio, perto da estação sé do metrô.
os ingressos custam R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia).
de sexta a domingo às 19:30 (não mais às 20:00).
não indico só porque é do caetano: a peça é boa mesmo.
posted by MARCO DUTRA
02:13
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RINGU assusta tanto quanto THE RING e não é exatamente um filme bem contado. o roteiro americano tentou encontrar respostas sem desvendar todos os segredos - se o fizesse, mataria o filme. o roteiro japonês simplesmente ignora a existência de respostas e guarda os segredos muito bem. quando quer revelar algo, no entanto, o faz sem pudor e em voz alta. há um detalhe crucial: no filme japonês a única parte revelada do rosto da garota é seu olho esquerdo. o suficiente para não deixar dormir. talvez vocês não saibam que, no japão, RINGU é uma trilogia. os três estão sendo lançados em dvd pela califórnia vídeo.
posted by MARCO DUTRA
01:54
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EPISÓDIO II
o EU SOU UMA BARATA começou suas atividades em dezembro de 2002. no dia 18 de abril de 2003 iniciou-se uma espécie de revisão mês a mês. agora ela continua, tentando devolver a liberdade à galáxia...
da série
AS INCORREÇÕES DE UM BLOG - JANEIRO
por Marco Dutra, para o Diário da Barata
"Que 2003 seja um bom ano para nós todos." Eu tinha acabado de voltar do sul quando disse isso. Era 07 de janeiro. Viajar para o sul, entendam, é algo especial. Meu último post de dezembro era muito triste. Acho que saiu assim justamente porque eu ia viajar para o sul no dia seguinte. Pois bem, vamos nos abrir um pouco agora: na virada 2000 - 2001 eu tinha ido para o sul. Lá, iniciou-se um processo horrendo de queda que culminou, semanas depois, numa consulta psiquiátrica. Quando meus pais disseram que os planos para a virada 2002 - 2003 incluíam uma nova viagem ao sul, tive medo. Medo físico, palpável. Queria muito passar com eles o fim do ano (tinha ido para o Espírito Santo no ano anterior sem minha família, e eles sentiram muito a minha falta), mas não sei se suportaria voltar. Porque o lugar é lindo e as pessoas são legais, mas nunca tão lindo e nunca tão legais quanto haviam sido há uma década - eu costumava viajar para Piçarras, Santa Catarina, de seis em seis meses, dos dois aos dez anos de idade. Sempre nas férias. Sempre com a família toda. Parece-me que era um ideal de felicidade - o sul, todos vivos no sul, inclusive os dois avôs e as duas avós. Nada, nada poderia ser melhor do que ir para o sul. Quando era pequeno eu não entendia o motivo pelo qual todos insistiam em chamar Piçarras de "o sul". Dudu e Tati e Pri e eu e meus dois irmãos - que ainda não havia um terceiro. Felicidade. E era isso. Ninguém deve revisitar a infância no meio da juventude. Revisitar a infância é coisa pra fazer depois de velho. Isso eu tirei de CINEMA PARADISO. Bem, o sul. Acho que devo tentar não voltar. Porque as pessoas continuam lá (ao menos as que sobreviveram), mas não são elas. São dentistas, estudantes de moda, de direito, são adultos, e não consigo evitar pensar que daquele grupo de seis crianças, eu fui a que se saiu mal. Eu fiquei deprimido, eu não ganhei dinheiro, eu não dei orgulho pra família. Pensar isso não me faz mal em São Paulo, onde tenho amigos e um amor. Mas, na solidão do sul, no quarto quente, na praia brava, isso mata. Suportei a semana em Piçarras no início de 2003. Li muito, andei muito e ouvi muita música. Mas não era eu, era meu médico imaginário me aconselhando. Eu havia me anestesiado, como alguém na solitária é obrigado a fazer. Voltei são e desejei a todos um bom ano. "Que 2003 seja um bom ano para nós todos." Foi isso o que eu disse. Sim.
Logo depois, o casal Medo fez sua primeira aparição no site. Eles estavam fora do país em dezembro e só puderam ler seu conteúdo no início do ano. Gostaram - costumam gostar de tudo que escrevo - e pediram que divulgasse seus votos de um bom ano. Não sei porque eles se acharam no direito de fazer isso, mas atendi o pedido sem pensar. Muita gente fez perguntas sobre o casal Medo desde então. Muito bem. Elas serão respondidas quando chegar a hora.
No dia 16 de janeiro escrevi algo relativamente longo sobre os motivos da existência dos blogs, do meu blog e de outras coisas do tipo. Acho que foi o mais perto de uma verdadeira discussão sobre o fenômeno dos blogs que já realizei nessa página. Não acho que o assunto mereça mais que algumas linhas, pelos menos não de mim. Não me sinto capaz, simplesmente, e nem quero. O Thiago Ermel, por exemplo, escreveu toneladas sobre gírias. O Pedro Aguiar adora teoria. Eu não tenho o dom da retórica. Aliás, a coluna IB dessa vez não tem muito pra revisar. Janeiro foi um mês vazio para a barata. Um mês muito bom para a vida do dono da página, mas pobre em escritos. Ou relativamente pobre, já que dois textos de destaque foram publicados - o primeiro:
{a pequena flor do icq leva um tempo pra ficar verde. antes, quando a gente ficava desconectado, ela era cinzenta; agora é amarela. alguém teve essa idéia genial: a flor deve ser amarela quando se está desconectado, não cinzenta. talvez pareça menos triste, talvez diminua a sensação de isolamento, a solidão mesmo, talvez amarelo seja só no brasil, pra combinar com o verde. alguém nos estados unidos teve essa idéia genial. nesse momento, enquanto espero e olho pra ela e a vejo amarela e desejo que ela fique verde, irrompe em algum lugar um sentimento estranho, algo como a percepção da morte chegando, mas não como costuma ser, de outro jeito, algo como a noção clara de que esse é o tamanho da minha inutilidade, esse é o ponto máximo, culminante do meu dia, a espera pela estrela verde, pela presença virtual de algum amigo sem rosto que me ofereça o ombro ou uma mão ou mesmo uma conversa banal que inclua promessas de um encontro que não deve acontecer jamais, ou pelo menos não tão cedo. esse é o tamanho da minha inutilidade. ver, como um tolo, esperando a morte, a flor amarela ficar verde.} dia 30/01/03
Esse textinho virou hit. Exagerado, um pouco inverossímil, mas chamou atenção. Gerou comentários de muita gente. Muita gente se emocionou. Que bom.
O outro texto foi o seguinte (os travessões foram incluídos agora, junto com pequenas alterações feitas especialmente para essa segunda edição com o intuito de facilitar a leitura rápida característica dos leitores de blogs em geral):
{eles se encontram no dia seis, que é o que tinham combinado.
J- você está bem.
S- estou, as coisas estão acontecendo. coisas diferentes estão acontecendo, de fato, acho que estávamos errados quanto a isso. eu comecei a trabalhar. mudou 90% da minha vida. você não ia me reconhecer.
J fica em silêncio, como se não realmente importasse que o outro tivesse conseguido um emprego ou que coisas estivessem acontecendo, porque coisas acontecem quando você termina o namoro, acontecem mesmo, porque você está morto se elas não acontecerem, ah rapaz, você não passa de um presunto se elas não acontecerem.
S- você não ia me reconhecer. eu estou ótimo.
J- você parou com o remédio?
J sabe que a pergunta atinge o outro como uma bala. mas não era a intenção. ele corrige.
J- desculpe.
S- o quê?
J- desculpe mesmo.
S- o quê?
a terra gira em parafuso e os dias passam, faz piruetas ao redor do sol e os anos passam. não há nenhuma certeza além dessa e a de que os dois, ali, não se amam mais} dia 23/01/03
Não contei, em janeiro, o final da história: J e S acabaram voltando a namorar e estão felizes. Talvez não tão felizes quanto Wendy e Shirley, mas felizes.
posted by MARCO DUTRA
01:40
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Segunda-feira, Maio 12, 2003
A SEGUIR:
- peças pra vocês verem.
- AS INCORREÇÕES DE UM BLOG - JANEIRO
- minha opinião sobre RINGU, o filme japonês que inspirou o americano THE RING - O CHAMADO
NÃO PERCAM!!!
posted by MARCO DUTRA
02:27
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os filmes de paul thomas anderson são sempre experiências interessantes. assistir ao PUNCH-DRUNK LOVE é mais do que acompanhar alguns dias na vida de um cara nervoso e meio triste. todas as críticas que li até agora, mesmo as que defendem o filme, mencionam apenas algo que ele teria de moralista, de redentor, e acabam por apoiar ou desprezar esse único aspecto. anderson não tem e nunca teve pudor em seus filmes, disse exatamente o que queria dizer em todos eles, e com isso realizou obras-primas nos anos 90. em PUNCH-DRUNK, mais importante do que desvendar o personagem através das usuais teorias psicologizantes (coisa que eu mesmo tentei fazer insistentemente com MAGNOLIA), é conseguir deixar-se levar pelo som e pela imagem, um labirinto que é quase puramente sensorial. o filme acaba antes que se possa dizer supercalifragilisticexpialidocious. você sai cantarolando "he needs me he needs me he needs me he needs me...". você sai redimido, sim, e isso não é defeito nem surpresa. é um efeito semelhante ao de MAGNOLIA, sem o peso e sem a dúvida. HARD EIGHT acabava mal. BOOGIE NIGHTS parecia acabar bem, mas nada estava muito bem na verdade. MAGNOLIA acabava bem apesar da tragédia, e isso era o que importava. PUNCH-DRUNK LOVE simplesmente acaba bem. a dúvida existe, mas menor do que nunca: a felicidade do filme é tão palpável que quase pode ser cortada com uma faca. é possível envolver-se com a música a ponto de se transformar nela; pode-se virar um amontoado de cores. o melhor é que não é nem preciso saber tocar órgão.
posted by MARCO DUTRA
02:15
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Quarta-feira, Maio 07, 2003
"mesmo se eu te abandonar, mesmo se eu te disser não, mesmo se eu ficar louco e quebrar tudo no chão, você precisa saber, você precisa entender, pode me ouvir um instante? mãe, você é importante." esse texto é algo? foi escrito por alguém? cheguei em casa tarde, como de costume, e reparei um cartão todo cheio de purpurina na mesa da cozinha. meu irmão vitor deixou lá pra minha mãe. dentro estava esse texto, escrito na letra dele pelas linhas feitas com régua. na minha mesa ele deixou um cartão também. diz "marco, tudo bem? comigo sim! (letra kornucopia)". meu cartão não foi feito à mão, e sim impresso. nosso cartucho colorido está acabando, então as cores ficaram fracas. meu irmão vitor deve ter fuçado pelo computador e achou essa fonte, a kornucopia, uma fonte torta e engraçada. pensou em escrever pra me mostrar a fonte, porque afinal eu não devia conhecê-la. nos comunicamos por bilhetes, eu e ele. não nos vemos. nos falamos por telefone. ele é a coisa que eu mais amo no mundo, e ele está dormindo quando eu chego em casa. eu navego pela internet no mesmo quarto no qual ele dorme. dou um beijo nele antes de ir deitar. isso é importante, não vêem? estar nessa casa e olhar para cada um aqui e beijar cada um. isso é importante.
posted by MARCO DUTRA
02:01
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Segunda-feira, Maio 05, 2003
seu irmão contou-lhe que estava deprimido
escovou os dentes e foi dormir
teve pena dele
era jovem e estava deprimido
foi para a cozinha comer um ovo de páscoa
pensou se se consegue dormir quando se está deprimido
bebeu leite com achocolatado
bebeu mais leite com achocolatado
e foi escovar os dentes
já era tarde afinal
e amanhã precisava acordar cedo para ver o cometa halley
posted by MARCO DUTRA
03:08
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escrevo pouco e pouco me acontece
uns diriam que estou preguiçoso
outros que comecei a viver a dita vida real
eu não sei de nada
estou cansado de uns e de outros
posted by MARCO DUTRA
03:01
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quase no número mil
daria um prêmio para o milésimo
se pudesse saber seu nome e endereço
posted by MARCO DUTRA
02:59
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